Uma boa notícia para os piratas de filmes

A pirataria ameaça produção de conteúdo.

A pirataria ameaça produção de conteúdo profissional do cinema mundial.

Hoje, o maior desafio das indústrias fonográfica e cinematográfica é fazer a distribuição de conteúdo digital, guardando os direitos autorais para, finalmente, ganhar dinheiro com isso.

Hollywood já está desesperado na batalha contra a pirataria de seus DVD’s. Agora eles precisam aprender a fazer a distribuição digital segura de seus filmes  de entretenimento doméstico, que é uma forma de continuar lucrando com os filmes depois das exibições nos cinemas.

Contar apenas com discos de DVD e blu-ray para o armazenamento e comercialização é uma prática fadada ao fracasso. A idéia é permitir que o usuário adquira o direito de reprodução de um filme e escolha em qual equipamento irá executá-lo (computador, portáteis, celulares ou televisores). Bastará o equipamento estar conectado a Internet e o usuário poderá assistir quantas vezes quiser, onde quiser e do jeito que quiser.

A Disney já se antecipou e lançará em breve o sistema Keychest que permitará que o cliente compre esse acesso permanente ao arquivo de entretenimento digital. Neste sistema de rastreamento da propriedade digital, a pessoa adquire uma “chave virtual” para acessar o filme que estará armazenado em um servidor cloud computing (computação em nuvem) e para executá-lo usará o streaming (sem que haja download do filme).

Num primeiros momento, isso dificultará a pirataria, mas depois será a maior brecha da pirataria. Basta os piratas acharem uma forma quebrar estas chaves virtuais, assim como os crackers já fazerm com as chaves de programas de computador. Creio que esta foi uma boa notícia para os piratas de filmes, que não precisaram mais gastar com a compra de discos digitais, mas trabalharão apenas pela própria Internet vendendo estas chaves crackeadas em sites de pirataria.

O fato é que as divisões de entretenimento doméstico dos estúdios de cinema caíram 3,2% comparada com o mesmo período no ano passado, segundo revelou o grupo comercial Digital Entertainment Group. Já a distribuição digital, por sua vez, contribuiu com 420 milhões, um aumento de cerca de 18%. A situação é crítica e prejudica a própria indústria cinematográfica, que por sua vez prejudicará a produção e evolução da Sétima Arte neste século.

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