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Sem Método Não Dá!

O exercício do pensar é essencial
O exercício do pensar é essencial

De vez em quando, na SoftHost, uma turma se reúne para fazer uma atividade coletiva diferente e não comercial. E foi assim que num sábado de manhã, resolvemos aproveitar a mangueira do jardim da empresa para lavarmos nossos carros. Aproveitei para levar as minha filhas de 10 e 7 anos para participar.

Quando eu cheguei o Thiago e o Paulo já tinham começado a lavar o primeiro carro. Então, rapidamente corri para ajudar com minhas filhas de 10 e 7 anos. Foi uma ação totalmente desorganizada. Todos corriam e faziam várias tarefas ao mesmo tempo ou paravam de fazer uma e passavam para outra que parecia mais urgente.

Enquanto um esfregava, outro molhava o pano para passar do outro lado onde o detergente já estava secando. Ai o que estava esfregando de um lado, corria para jogar água com a mangueira. Enquanto uma das minhas filhas assumia o controle do esguicho da mangueira e molhava todo mundo. O resultado foi frustante: gastamos muito esforço, muito tempo, desperdiçamos água, sabão e o trabalho ficou mal feito. Tivemos um retrabalho enorme para limpar partes da lataria do carro onde 5 pessoas não conseguiram sequer perceber que estavam sujas. Uma bagunça! Leia Mais »

O que é Visão de Águia

Buscar a Visão de Águia é aprimorar-se, evoluir em seus negócios.

É preciso ter Visão de Águia do nível estratégico das empresas

É preciso ter Visão de Águia no nível estratégico das empresas

Como todos sabem, a pirâmide corporativa é formada por três níveis:

  • Nível operacional - Base da pirâmide.
  • Nível tático - Meio da pirâmide.
  • Nível estratégico - Topo da pirâmide.

É esperado que as pessoas que compõem o Nível Estratégico da pirâmide corporativa possuam a Visão de Águia, que no mundo corporativo é a habilidade de…

  • Ver o aparentemente invisível.
  • Ajustar o foco das metas.
  • Agir, apesar dos obstáculos.

No A-B-C-D-E da Visão de Águia temos: Leia Mais »

O que é Streaming?

Vídeo de evento ao vivo

Vídeo de evento ao vivo

A SoftHost é uma empresa que tem se especializado na tecnologia streaming. Não apenas fornecemos, mas também desenvolvemos aplicativos e soluções corporativas. A linha LiveSH (www.livesh.com.br) já é um sucesso absoluto em todo o Brasil com centenas de clientes utilizando nossos planos de streaming para transmitirem suas webradios, rádios AM e FM, fazerem transmissões de eventos em live streaming ou simplesmente transmitirem seus vídeos gravados em altíssima velocidade. Para saber mais sobre esta tecnologia e o que ela pode fazer para você, criamos este artigo.

(QUASE) TUDO SOBRE STREAMING

Uma das tecnologias que converge o maior número de mídias para um ambiente online é o streaming. O streaming surgiu em 1997 e é hoje uma das tecnologias mais inovadoras em uso na Web. Ela possibilita o fluxo rápido e ininterrupto na transmissão de áudio e/ou vídeo pela Internet. Esta tecnologia permite transmitir os arquivos em altíssima velocidade e sem interrupções (espera por carregamento), pois, o streaming calcula de forma inteligente a qualidade do link para o upload (o envio do arquivo pelo servidor) e do download (recebimento do arquivo pelo usuário), iniciando a transmissão somente quando a taxa de transferência estiver adequada. Leia Mais »

Dos Jetson a SofTV

jetsonsLembro-me quando era criança (e isso não faz muito tempo) quando passava o desenho animado dos Jetsons. Fica vendo o George Jetson conversando por um videofone com a Jane, Judy e Elroy. O mais engraçado é que esta é uma realidade que já é possível para milhares de pessoas. Leia Mais »

Amadorismo de sites impede crescimento de empresas

sitebaratinho

A inclusão digital já foi uma preocupação generalizada. Quem não se lembra de que, quando os computadores por aqui chegaram, algumas pessoas tinham medo deles?

Hoje, ninguém duvida de que a internet é parte essencial do dia-a-dia nas empresas. E, quando se fala em inclusão digital, refere-se às classes mais baixas da população, que tem pouco ou nenhum acesso à internet. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população brasileira é recordista mundial em tempo gasto na rede, com 14 horas diárias, informou o site InfoMoney. Leia Mais »

Falsa autoria de textos pela Internet

Arnaldo Jabor desabafou:

“Não agüento mais gente escrevendo no meu nome e publicando na internet” (CBN Online 07/11/08).

Não é somente Jabor que não aguenta mais. Eu também não aguento mais falsa autoria de textos pela Internet. Este recurso à autoridade conta com a cumplicidade de todos nós internautas, que repassam conteúdo falso, usando muletas autorais de Gabriel García Márquez, García Lorca, Arnaldo Jabor, Luís Fernando Veríssimo, Paulo Coelho e até Pedro Bial.Sabe aquele autor famoso que escreveu um texto bem piegas? Pois é, não foi ele o autor. Você acha que alguns destes supracitados escritores fariam textos sem as características peculiares a cada um deles? Só se você não leu nada de nenhum deles.Aliás, o certo seria você ler primeiro alguns dos livros e blogs oficiais, conhecer e se identificar com o estilo literário de algum escritor, para depois você mesmo transcrever alguma coisa, em vez de só repassar. Como pedir isso é muito, no mínimo xeque as fontes!

Os pisicopatas sem nada para fazer e que se comprazem em ver suas inspirações tola circularem pela Internet. Esses psicopatas sabem que a maioria dos internautas são inocentes úteis que não consultamos fontes antes de enviarmos qualquer porcaria que chega por e-mail. E o mesmo se aplica a propagação de vírus, pois a grande maioria dos internauta tem poucos critérios antes de clicar em algum link que chegou por e-mail, Orkut ou MSN.

O pior é que muitas vezes enviamos informações erradas e de forma irresponsável denegrindo trabalhos sérios como o Criança Esperança da Rede Globo, dizendo que eles estão usando os doadores para descontar importo de renda. Eu recebi esta denúncia, entrei em contato e a assessoria de comunicação da própria Rede Globo me respondeu.

Sabe quando alguém se incomoda com um apelido? Acaba pegando, né? Pode ter certeza que é o que vai acontecer com o Arnaldo Jabor. Ele coroou os idiotas que escrevem porcarias em seu nome. Claro que ele tinha que se defender e tentar parar os fakes, mas não seria melhor ignorar?!

Bom, fica ai minha dica: Na dúvida não repasse, busque as fontes.  Faça uma pesquisa em www.quatrocantos.com. Alías, podem repassar este artigo como e-mail aos seus amigos, mas por favor, identifiquem que o autor sou eu: Wesley Porfírio, ok? E coloquem o endereço deste post. Obrigado!

Concorrente ou Cocôrrente

Lições e reflexões de um diretor comercial de uma empresa de hosting.

A primeira lição que eu tirei do boxe foi: Respeite seu oponente, pois se você estudar seus movimentos e falhas, poderá vencê-lo. A segunda lição foi: Nunca subestime os baixinhos e aparentemente mais fracos que você, pois eles poderão estudar seus movimento e falhas e poderão vencê-lo.

Na administração de empresas, aprendi que estas lições também valem no mundo corporativo, de livre iniciativa e livre concorrência. Contudo, não é preciso nocautear o concorrente fisicamente, mas ofertar melhor que ele, explorando seus defeitos e posicionando melhor sua marca, criando estratégias de barreira à concorrência, entre outras práticas administrativas.

Na área comercial, onde atuo, você tem que gostar de competir. Tem que mostrar quem você realmente é de melhor. Tem que mostrar e ressaltar os defeitos da concorrência e exaltar suas virtudes. Tem que ser competitivo, mas tem que jogar segundo as regras. Jogar segundo as regras dos ringues adaptadas as carteiras das faculdade de negócios. Leia Mais »

Executivos devem parar de reclamar da crise e agir

Stephen Covey diz que os verdadeiros líderes devem identificar e resolver os problemas, sempre com a ajuda dos subordinados

Em entrevista a EXAME, o americano Stephen Covey, 75 anos, uma espécie de guru de auto-ajuda empresarial, autor do best seller “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, fez duras críticas aos gestores atuais. Na última semana, ele esteve em São Paulo (no HSM Management 2008) e em Porto Alegre (num evento da Associação Brasileira de Recursos Humanos), onde descreveu para centenas de executivos os erros mais comuns da maioria dos líderes, sejam eles empresariais ou políticos. “São orgulhosos, elegantes, enrolam e não são gentis como deveriam. Não têm consideração e não têm habilidade para se comunicar, organizar e planejar”, afirmou. Leia Mais »

Surto de Misoginia: Do rap e funk carioca ao comportamento social

A misoginia está sendo aceita socialmente. Pelo menos é o que podemos perceber nas letras das músicas e no comportamento social das jovens. Por um lado os jovens não são mais reprimidos quando se referem às mulheres como máquinas de fazer sexo. Por outro, os sites fotologs estão repletos de fotos de adolescentes se expondo em poses sensuais.

Mas até quando este comportamento social que flerta com a imoralidade, o preconceito e a perversão, é saudável e até quando devemos alertar os jovens para que tenham consciência do que é misoginia? Com certeza este é mais um debate onde a vida imita a arte e a arte imita a vida. Recentemente a grife italiana Dolce & Gabbana decidiu retirar de circulação um anúncio após sua proibição na Espanha e também na Itália por ser considerado como ofensivo por estes países, ambos alegando o incentivo ao machismo e à misoginia.

..Segundo a Wikipédia a misoginia é um movimento de aversão ao que é ligado ao feminino. As letras de funk carioca e de rap freqüentemente perpetuam misoginia, tratando as mulheres com objeto de desejo dos homens e como interessadas apenas no dinheiro dos homens e em serem bancadas.O comportamento misógino não é exclusivo dos jovens brasileiros. Um bom exemplo disso é o sucesso “My Humps” do grupo “Black Eyed Peas”, durante o refrão o homem se queixa que “Ela me faz gastar” e ela responde “Gastando todo o seu dinheiro comigo, gastando seu tempo comigo… Gastando todo o seu dinheiro comigo, comigo”.

Ao contrario do que aparece, as mulheres jovens passaram a aceitar o comportamento misógino expresso nas músicas e são muitas vezes elas que fazem apologia a esta linha de pensamento dançando funk carioca ao sabor de letras que as tratam como objeto, sem se importar se este é movimento de expurgar o que é feminino ou de tornar as mulheres alheias, abjetas.Freqüentemente no funk carioca as mulheres são chamadas em termos pejorativos, como Cachorra (puta), Preparadas (mulher fácil e experiente), Popozuda (mulher com a bunda grande), Mercenária (mulher interesseira), Porpurinada (mulher bem tratada, cheirosa), Potranca (mulher boa de cama), Tchutchuca (mulher nova e bonita), Boca de Veludo e Engole-Míssil (mulheres para fazer sexo oral), Pegar pra criar (fato de seduzir uma garota novinha com o intuito de possuí-la).

Já está comprovado que este tipo de ambiente onde os homens se expressam desta forma, não deixou de atrair o público feminino e os bailes funks não são um grande sucesso em qualquer capital brasileira. Um exemplo de letra misoginia no funk é da MC Deise Tigrona em seu funk “Sadomasoquista” ela se coloca como uma mulher que gosta de transar com caras que sentem prazer em promover dor em suas amantes.

Vem de chicote, algema, corda de alpinista
Dai que eu percebi que o cara é sadomasoquista

Sou tigrona chapa quente
Adoro muita pressão
Gosto de ser acorrentada
E levar tapão no popozão
Quixadão vem de chicote
Querendo me algemar
Me botando em posição
Já pronto pra martelar

Logo abaixo, o restante da citação da Wikipédia.

A misoginia é por vezes confundida com o machismo, mas enquanto que a primeira se baseia no ódio, o segundo fundamenta-se numa crença na inferioridade da mulher.”O misógino

Ao primeiro contato com um misógino, em geral, ele é considerado um cavalheiro. Ele é o homem que conquista a mulher de uma forma deliciosamente amorosa e sedutora e passa a ser por ela descrito através de uma farta lista de superlativos. Ele é tão intensamente maravilhoso que fica impossível para a mulher atribuir a ele qualquer responsabilidade dos problemas da relação quando estes começam a acontecer. O contrato relacional velado se define no início do relacionamento quando o homem vai, aos poucos, verificando até onde pode ir com o seu estilo controlador e manipulador.

À medida que a mulher evita confrontá-lo tentando ser boa para preservar a relação, ela está estabelecendo um tópico contratual que configura o contexto para a atuação do misógino, ao tempo em que ela vai enfraquecendo. Como diz Susan Foward: “ela contrata amor e ele controle”. Esse controle se evidencia nas armas abusivas em que as palavras se tornam, através das quais as críticas e ataques são feitos, até alcançar o controle da sexualidade e o controle financeiro. Mesmo que a mulher tente agradá-lo, tudo que ela faz está errado e ele a convence de que ela é culpada.

Quando as explosões repentinas do homem começam a acontecer, mais elas são sentidas como ameaças veladas pela mulher que fica perplexa e cada vez confusa com o que dá errado. Ela passa a “pisar em ovos”, medindo as palavras, para falar com ele. A forma sutil como ele a desqualifica impede que ela possa perceber que é isso que mina a sua auto estima. Ela se torna irreconhecível, principalmente se antes era uma mulher independente financeira e emocionalmente, uma vez que definha. .Os argumentos utilizados pelo homem parecem tão lógicos e tão cheios de interesse pelo bem da relação que, a mulher vai, cada vez mais afundando no seu pântano emocional. Tudo que ele quer é que ela demonstre seu amor por ele, sendo compreensiva e conhecendo-o tão bem que seja capaz de atender suas necessidades, sem nunca se aborrecer com ele. Com o tempo, a relação parece uma gangorra onde de um lado ele estoura e do outro se arrepende, pede desculpas e se torna o homem maravilhoso do início do relacionamento.

Apesar da descrição devastadora do misógino, ele não tem consciência do seu funcionamento e sequer se dá conta da dor do outro. A construção de tal dinâmica pessoal pode ser entendida a partir da sua história, na família de origem, quando vivenciou sofrimento psicológico o qual não poderia evitar.

Histórico de vida

O misógino é filho de uma relação conturbada onde aprendeu, observando seus pais, que a única maneira de controlar a mulher é oprimindo-a. Ao lado disso, ele pode ter sentido que a sua mãe não poderia existir sem ele, já que seu pai a maltratava; ou ainda, ele pode ter tido uma mãe que o oprimiu ou rejeitou, ao lado de um pai passivo.Qualquer que tenha sido a sua história, o misógino está na fase adulta “atuando” a sua dor de “criança” ferida, buscando desesperadamente ser amado ainda que de uma forma equivocada.

O papel da mulher

No caso da mulher que escolhe formar uma relação com um misógino é possível que ela tenha sido infantilizada pela sua família de origem e busque no seu parceiro o apoio, suporte e amor que não recebeu do seu pai, ou talvez ela teve uma mãe que desqualificava o pai; ela pode também ter vindo de uma família tão caótica que desde cedo ela aprendeu que toda relação é problemática e que ela como mulher não tem chance.Ainda que o misógino seja visto como algoz e a mulher como vitima, esta também contribui para que tal padrão relacional se implemente e perdure. A mulher instiga o misógino a atuar na medida que ela não estabelece limites claros, diferenciando-se dele e ocupando seu próprio espaço na vida e na relação.O homem e a mulher nessa relação estão interagindo dentro de seus próprios papéis; da mesma forma que um círculo não tem começo nem fim, a relação se desenvolve sem que se possa indicar um culpado. Um “precisa” do outro para continuar com o padrão, mas para sair dele um dos dois precisa funcionar de uma forma nova. Uma mulher que sofre numa relação como essa pode:

Manter-se submissa para preservar seu homem;

Separar-se, ou

Construir uma nova relação com o mesmo homem.

Aquelas que escolhem a terceira opção terão que resgatar sua auto estima, assumir o seu lugar no mundo e na relação, estabelecer limites claros e ser firme ao se posicionar diante do seu parceiro. Ela provavelmente precisará de suporte terapêutico até que se tenha fortalecido. É possível que, à medida que ela conquiste seu objetivo, o seu misógino desista do lugar de algoz para ficar ao seu lado ou desista da relação. Se ela sente que o ama, precisará amar a si mesma também para ter coragem de correr o risco de “perdê-lo”. De qualquer forma dificilmente um misógino busca terapia e, se assim o faz, tão logo se fortalece interrompe o seu processo. Parece que o sofrimento do seu mundo interno é tamanho que ele não suporta ter que contactá-lo através da análise da sua dinâmica e efeito do seu comportamento no outro; para tanto ele teria que admitir que é co-construtor das dificuldades da sua relação e que é, na verdade, um homem sedento de amor. Ele teria que admitir que é o único responsável pelo seu auto preenchimento… .

Misóginos famosos:

Friedrich Nietzsche
Arthur Schopenhauer
D. Sebastião, rei de Portugal

Links de referências utilizados:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Misoginia
http://www.portalmulher.net/print.asp?id=1091&categorytype=5&page=0&comments=True
http://letras.terra.com.br/black-eyed-peas/287178
http://forum.valinor.com.br/showthread.php?t=25126
http://port.pravda.ru/sociedade/curiosas/07-03-2007/15904-dolce-0

Inculta e Bela… e New Rich

Dois estudos divulgados pela Folha Online mereciam a devida atenção da maioria das pessoas, mas infelizmente, tende a passar em brancas nuvens: Quase 12 milhões de brasileiros deixam classes D/E em um ano, porém, só 1/6 dos estudantes brasileiros chegará à universidade. O aumento do poder aquisitivo do brasileiro, ainda não refletiu na nossa educação.

Dar o peixe e ensinar a pescar são duas coisas importantes e uma não anula a outra. Graças a Deus, pelo menos na teoria, quem estava na linha da miséria absoluta, está agora tendo acesso a comida. Dar o peixe é um gesto de humanidade. Contudo, podemos concluir que o povo brasileiro ainda não aprendeu a principal lição da escola da vida: investir na educação é o mais importante para o país continuar crescendo de forma sustentável. Não ensinar a pescar é crueldade pior do que deixar a morre de fome.

Segundo o primeiro estudo (Folha Online, 26/03/2008 - 16h12, Em cima da hora - Principal):

As classes mais baixas da população, D e E, deixaram de ser maioria no Brasil. O estudo foi feito em 2007 pela financeira Cetelem em parceria com a Ipsos, o número de brasileiros nas classes mais baixas era de 72,9 milhões, cerca de 39% da população. Isso significa que 11,9 milhões de brasileiros passaram para classes mais altas em um ano, já que, em 2006, eram 84,8 milhões de brasileiros na base. De acordo com o estudo, a classe C recebeu, tanto das mais baixas (D e E) como da mais alta (A e B), quase 10 milhões de integrantes, passando de 66,7 milhões em 2006 para 86,2 milhões em 2007, o que significa 46% da população. O grupo que está nas classes A/B, por sua vez, reduziu de 32,8 milhões de pessoas em 2006 para 28 milhões em 2007, o que representa 15% da população.

Já o outro estudo (Folha Online, 25/03/2008 - 15h26 Em cima da hora - Principal):

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que somente um sexto dos estudantes brasileiros no ensino médio deve chegar à universidade. Segundo ele, os alunos que não são inseridos no mercado de trabalho têm pouco interesse em permanecer na escola. Clique aqui para assistir à sabatina. “Um ano de escolaridade, no Brasil, pode significar um incremento de 15% na renda, o que é muito”, afirmou o ministro ao defender as medidas adotadas pelo governo para evitar a evasão. Ele ponderou ainda que, entre meninas de 15 a 17 anos que deixaram os estudos, um terço são mães. Para Haddad, o ensino médio, atualmente, apesar de todas as fragilidades, “está organizado para fazer a diferença para o jovem de baixa renda”. “Quem cursa o ensino médio tem exercício da cidadania superior a quem não o faz.”

Será que dá para alguém dizer ao senhor ministro que ele não está fazendo o dever de casa?! A página sobre o exercício da cidadania foi arrancada do livro do ensino médio brasileiro, então como esperar que uma população mal informada e mal educada possa exercer plenamente seus direitos e deveres cíveis? Parafraseando Jesus Cristo (no livro de Mateus 07:24 a 29), o homem prudente edifica sua casa sobre as rochas, para que vindo a chuva e correndo as torrentes e soprando os ventos contra a casa, ela não caia. Porém, o homem insensato edifica sua casa na areia e ai vem às chuvas, as torrentes e os ventos e a derrubam, sendo grande a sua ruína.

Querer melhorar o Brasil somente pela economia, esquecendo da educação, é a mesma coisa de construir uma casa na areia. A base sólida que um país pode ter está na sua educação. A cultura será reconstruída pela educação. A qualificação profissional, os valores civis/éticos, a responsabilidade social e consciência ambiental e o próprio orgulho nacional serão solidificados na rocha que é a educação. Sem essa rocha, não há como o Brasil crescer de forma sustentável e ai vindo os ventos da recessão americana… as torrentes de uma crise asiática… e ai, já sabemos de cor e salteado esta lição.

Sem mais delongas, quanto ao título deste ensaio, não estou me referindo a “Última flor do Lácio, inculta e bela”, do famoso poema de Olavo Bilac. Não é a nossa língua portuguesa que me inspirou a escrever, mas à população brasileira. O termo “inculta” fica por conta da falta formação acadêmica, falta de investimento na infra-estrutura acadêmica, e de uma política pública que promova um ensino de qualidade. Já justifico que nem por isso a população perdeu o cetro da beleza e continua com uma bela diversidade cultural riquíssima e uma miscigenação mais bela ainda.

Pejorativo “new rich” é por conta da população que está ganhando mais, mas não sabe como gastar esse dinheiro. Em vez de investir em informação, formação ou no próprio futuro, está gastando como os fúteis new rich dos anos 90, que em plena época de recessão econômica, tinham dólares e compravam carros importados e ignoravam o misere da população cada vez mais maltratada.

Tendo ou não ensino médio de qualidade, tendo ou não uma política educacional com bases sólidas, com muito ou pouco dinheiro, a população brasileira vai continuar inculta, pois não a ensinaram a pescar e new rich, pois vai gastar com o peixe podre e arrotar caviar. Mas é bela, gente… é bela…