Arquivo Mensal outubro/2008

Acesso à Internet móvel atingirá receita de US$ 80 bi até 2011

Estudo “Go mobile, grow”, elaborado pelo Institute for Business Value (IBV) da IBM, divulgado nesta quarta-feira, 22/10, aponta que 80% dos clientes preferem que os provedores possibilitem a eles mais poder de escolha dos aplicativos e serviços oferecidos nos dispositivos móveis.

A IBM entrevistou quase 700 clientes ao redor do mundo sobre suas preferências em relação ao acesso da internet móvel. A análise revela ainda que 69% dos entrevistados querem dispositivos abertos à personalização e à configuração de aplicativos.

A pesquisa constatou que o acesso à web por meio de dispositivos móveis será usado cada vez mais para serviços utilitários e transitórios. Por exemplo, quase 60% dos entrevistados estão interessados em serviços bancários via dispositivos remotos. Outros serviços utilitários incluem e-mail, mensagem instantânea, comércio de ações, notícias e navegação em geral.

Além disso, a popularidade de aplicativos de entretenimento está crescendo, o estudo constatou que 53% dos clientes estão interessados em IPTV e 45% em comprar música por dispositivos remotos. Estima-se que o mercado de serviços de internet em dispositivos móveis atingirá US$ 80 bilhões até 2011.

Esse crescimento demandará novos serviços, como a propaganda. No mesmo período, projeções indicam que o número de usuários da internet no mundo será próximo de 1 bilhão, um aumento de 191% desde 2006 e uma taxa anual de crescimento de 24%.

Mobilidade

A onipresença de banda larga sem fio e smartphones avançados e mais baratos mudará a maneira como empresas ao redor do mundo operam e se relacionam com seus clientes, funcionários e parceiros.

O “Go mobile, grow” destacou também que 60% dos entrevistados não têm preferência por marcas especificas quando usam serviços de internet por meio dos dispositivos móveis. E, ainda, que os mercados ao redor do mundo adotarão o uso da internet móvel de formas diferentes.

Nos países mais desenvolvidos este acesso será a extensão e o complemento do computador pessoal. Já nos emergentes, como Índia e China, os clientes dispensarão a compra do primeiro PC e usarão plataformas móveis sofisticadas que forneçam os mesmos serviços.

Recomendações para os fabricantes de dispositivos móveis

A pesquisa da IBM também aponta que os fabricantes de dispositivos móveis devem lançar serviços inovadores e que impressionam os clientes. Baseado nos resultados do “Go mobile, grow”, a IBM identificou alguns fatores que ajudarão esses fornecedores a assegurar uma fatia de mercado no espaço da internet remota.

Será importante, por exemplo, o foco dos fabricantes em guiar seus designs e modelos de negócios diretamente a partir de insights de seus clientes. Além disso, o desenvolvimento de um ecossistema aberto, baseado em padrões, para dispositivos e serviços será um benefício para a inovação.

Para aproveitar as oportunidades oferecidas pela internet remota, o estudo também conclui que os fabricantes devem ter mudanças em marketing e percepção da marca, estratégias de parcerias, entrega e gerenciamento de conteúdo, bem como modelos de receita.

As vendas de telefones portáteis atingiram o ponto de saturação nos mercados emergentes, motivando fabricantes a focarem em equipamentos móveis mais sofisticados e que possibilitem mais serviços.

Isto pode dar um duplo impulso a lucros e receita, à medida que aumenta o preço médio do dispositivo e, paralelamente, há uma oportunidade de venda cruzada de serviços com margem de lucro alta.

Em detaque:

– 80% dos clientes preferem que os provedores possibilitem a eles mais poder de escolha dos aplicativos e serviços oferecidos nos dispositivos móveis.

– 69% dos pesquisados querem dispositivos abertos à personalização e à configuração de aplicativos.

– Cerca de 60 % dos entrevistados estão interessados em serviços bancários via dispositivos remotos.

– 53% dos clientes estão interessados em IPTV.

– 45% das pessoas pesquisadas gostariam de comprar música por dispositivos remotos.

– 60% dos entrevistados não têm preferência por marcas especificas quando usam serviços de internet por meio dos dispositivos móveis.

Fonte: Convergência Digital