Sexta-feira 1 Agosto 2008
Surto de Misoginia: Do rap e funk carioca ao comportamento social

A misoginia está sendo aceita socialmente. Pelo menos é o que podemos perceber nas letras das músicas e no comportamento social das jovens. Por um lado os jovens não são mais reprimidos quando se referem às mulheres como máquinas de fazer sexo. Por outro, os sites fotologs estão repletos de fotos de adolescentes se expondo em poses sensuais.
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Mas até quando este comportamento social que flerta com a imoralidade, o preconceito e a perversão, é saudável e até quando devemos alertar os jovens para que tenham consciência do que é misoginia? Com certeza este é mais um debate onde a vida imita a arte e a arte imita a vida. Recentemente a grife italiana Dolce & Gabbana decidiu retirar de circulação um anúncio após sua proibição na Espanha e também na Itália por ser considerado como ofensivo por estes países, ambos alegando o incentivo ao machismo e à misoginia.
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Já está comprovado que este tipo de ambiente onde os homens se expressam desta forma, não deixou de atrair o público feminino e os bailes funks não são um grande sucesso em qualquer capital brasileira. Um exemplo de letra misoginia no funk é da MC Deise Tigrona em seu funk “Sadomasoquista” ela se coloca como uma mulher que gosta de transar com caras que sentem prazer em promover dor em suas amantes.
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Adoro muita pressão
Gosto de ser acorrentada
E levar tapão no popozão
Quixadão vem de chicote
Querendo me algemar
Me botando em posição
Já pronto pra martelar
Vem de chicote, algema, corda de alpinista”
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Histórico de vida
O misógino é filho de uma relação conturbada onde aprendeu, observando seus pais, que a única maneira de controlar a mulher é oprimindo-a. Ao lado disso, ele pode ter sentido que a sua mãe não poderia existir sem ele, já que seu pai a maltratava; ou ainda, ele pode ter tido uma mãe que o oprimiu ou rejeitou, ao lado de um pai passivo.Qualquer que tenha sido a sua história, o misógino está na fase adulta “atuando” a sua dor de “criança” ferida, buscando desesperadamente ser amado ainda que de uma forma equivocada.
O papel da mulher
No caso da mulher que escolhe formar uma relação com um misógino é possível que ela tenha sido infantilizada pela sua família de origem e busque no seu parceiro o apoio, suporte e amor que não recebeu do seu pai, ou talvez ela teve uma mãe que desqualificava o pai; ela pode também ter vindo de uma família tão caótica que desde cedo ela aprendeu que toda relação é problemática e que ela como mulher não tem chance.Ainda que o misógino seja visto como algoz e a mulher como vitima, esta também contribui para que tal padrão relacional se implemente e perdure. A mulher instiga o misógino a atuar na medida que ela não estabelece limites claros, diferenciando-se dele e ocupando seu próprio espaço na vida e na relação.O homem e a mulher nessa relação estão interagindo dentro de seus próprios papéis; da mesma forma que um círculo não tem começo nem fim, a relação se desenvolve sem que se possa indicar um culpado. Um “precisa” do outro para continuar com o padrão, mas para sair dele um dos dois precisa funcionar de uma forma nova. Uma mulher que sofre numa relação como essa pode:
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Separar-se, ou
Construir uma nova relação com o mesmo homem.
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Misóginos famosos:
Friedrich Nietzsche
Arthur Schopenhauer
D. Sebastião, rei de Portugal
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Links de referências utilizados:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Misoginia
http://www.portalmulher.net/print.asp?id=1091&categorytype=5&page=0&comments=True
http://letras.terra.com.br/black-eyed-peas/287178
http://forum.valinor.com.br/showthread.php?t=25126
http://port.pravda.ru/sociedade/curiosas/07-03-2007/15904-dolce-0
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Sexta-feira 28 Março 2008
Inculta e Bela… e New Rich

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Dois estudos divulgados pela Folha Online mereciam a devida atenção da maioria das pessoas, mas infelizmente, tende a passar em brancas nuvens: Quase 12 milhões de brasileiros deixam classes D/E em um ano, porém, só 1/6 dos estudantes brasileiros chegará à universidade. O aumento do poder aquisitivo do brasileiro, ainda não refletiu na nossa educação.
Dar o peixe e ensinar a pescar são duas coisas importantes e uma não anula a outra. Graças a Deus, pelo menos na teoria, quem estava na linha da miséria absoluta, está agora tendo acesso a comida. Dar o peixe é um gesto de humanidade. Contudo, podemos concluir que o povo brasileiro ainda não aprendeu a principal lição da escola da vida: investir na educação é o mais importante para o país continuar crescendo de forma sustentável. Não ensinar a pescar é crueldade pior do que deixar a morre de fome.
Segundo o primeiro estudo (Folha Online, 26/03/2008 - 16h12, Em cima da hora - Principal):
As classes mais baixas da população, D e E, deixaram de ser maioria no Brasil. O estudo foi feito em 2007 pela financeira Cetelem em parceria com a Ipsos, o número de brasileiros nas classes mais baixas era de 72,9 milhões, cerca de 39% da população. Isso significa que 11,9 milhões de brasileiros passaram para classes mais altas em um ano, já que, em 2006, eram 84,8 milhões de brasileiros na base. De acordo com o estudo, a classe C recebeu, tanto das mais baixas (D e E) como da mais alta (A e B), quase 10 milhões de integrantes, passando de 66,7 milhões em 2006 para 86,2 milhões em 2007, o que significa 46% da população. O grupo que está nas classes A/B, por sua vez, reduziu de 32,8 milhões de pessoas em 2006 para 28 milhões em 2007, o que representa 15% da população.
Já o outro estudo (Folha Online, 25/03/2008 - 15h26 Em cima da hora - Principal):
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que somente um sexto dos estudantes brasileiros no ensino médio deve chegar à universidade. Segundo ele, os alunos que não são inseridos no mercado de trabalho têm pouco interesse em permanecer na escola. Clique aqui para assistir à sabatina. “Um ano de escolaridade, no Brasil, pode significar um incremento de 15% na renda, o que é muito”, afirmou o ministro ao defender as medidas adotadas pelo governo para evitar a evasão. Ele ponderou ainda que, entre meninas de 15 a 17 anos que deixaram os estudos, um terço são mães. Para Haddad, o ensino médio, atualmente, apesar de todas as fragilidades, “está organizado para fazer a diferença para o jovem de baixa renda”. “Quem cursa o ensino médio tem exercício da cidadania superior a quem não o faz.”
Será que dá para alguém dizer ao senhor ministro que ele não está fazendo o dever de casa?! A página sobre o exercício da cidadania foi arrancada do livro do ensino médio brasileiro, então como esperar que uma população mal informada e mal educada possa exercer plenamente seus direitos e deveres cíveis? Parafraseando Jesus Cristo (no livro de Mateus 07:24 a 29), o homem prudente edifica sua casa sobre as rochas, para que vindo a chuva e correndo as torrentes e soprando os ventos contra a casa, ela não caia. Porém, o homem insensato edifica sua casa na areia e ai vem às chuvas, as torrentes e os ventos e a derrubam, sendo grande a sua ruína.
Querer melhorar o Brasil somente pela economia, esquecendo da educação, é a mesma coisa de construir uma casa na areia. A base sólida que um país pode ter está na sua educação. A cultura será reconstruída pela educação. A qualificação profissional, os valores civis/éticos, a responsabilidade social e consciência ambiental e o próprio orgulho nacional serão solidificados na rocha que é a educação. Sem essa rocha, não há como o Brasil crescer de forma sustentável e ai vindo os ventos da recessão americana… as torrentes de uma crise asiática… e ai, já sabemos de cor e salteado esta lição.
Sem mais delongas, quanto ao título deste ensaio, não estou me referindo a “Última flor do Lácio, inculta e bela”, do famoso poema de Olavo Bilac. Não é a nossa língua portuguesa que me inspirou a escrever, mas à população brasileira. O termo “inculta” fica por conta da falta formação acadêmica, falta de investimento na infra-estrutura acadêmica, e de uma política pública que promova um ensino de qualidade. Já justifico que nem por isso a população perdeu o cetro da beleza e continua com uma bela diversidade cultural riquíssima e uma miscigenação mais bela ainda.
Pejorativo “new rich” é por conta da população que está ganhando mais, mas não sabe como gastar esse dinheiro. Em vez de investir em informação, formação ou no próprio futuro, está gastando como os fúteis new rich dos anos 90, que em plena época de recessão econômica, tinham dólares e compravam carros importados e ignoravam o misere da população cada vez mais maltratada.
Tendo ou não ensino médio de qualidade, tendo ou não uma política educacional com bases sólidas, com muito ou pouco dinheiro, a população brasileira vai continuar inculta, pois não a ensinaram a pescar e new rich, pois vai gastar com o peixe podre e arrotar caviar. Mas é bela, gente… é bela…
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Sábado 1 Março 2008
O Fim da Era da Informação
Sófocles conta em sua trágica peça que o Rei Édipo, furou os olhos depois que descobriu que tinha matado seu pai e casado com a sua própria mãe. Infelizmente a informação chegou muito tarde para ele. Foi cegamente o homem mais desinformado do mundo, mesmo consultando oráculos.
Na Idade Média, a Igreja achava que deter informação era ter poder. E por um lado ela tinha razão, só não precisava querer ficar com toda informação para si. Mandou para a fogueira muitas pessoas e livros que tinham informações contrárias aos seus interesses e combateu o quanto pode o início da imprensa.
Com a imprensa veio a luta pela difusão da informação, pela liberdade de expressão e mais e mais informações, até que estamos vivendo na chamada Era da Informação. É informação de todos os lados. Você olha pela janela do carro e lá está ela, a informação, gigante em um outdoor. Você sintoniza na “rádio que toca notícia” e ela é a principal commodity vendida. Ai toca o celular, você para o carro no acostamento (pois tem a informação de que atender dirigindo é perigo de acidentes e multas) e troca um monte de informações com o seu chefe.
Diariamente as pessoas trocam pela Internet 90 bilhões de e-mails e a média é de 30% do tempo de trabalho dedicado ler, escrever e-mails e gerenciar as informações que chegam por ele. Esse é o seu problema? É, pois é o meu também. Se fosse hoje, o Rei Édipo poderia escolher entre ficar com seu Complexo ou procurar no Google o telefone de algum psicanalista da linha clássica. Claro que ele ligaria o GPS de seu carro ou usaria o Google Earth para localizar a clínica, em vez de pedir informação na rua. Ser rei é chique, gente!
O acesso à informação não é mais o problema. Para todos, ela chega mais rápida do que notícia ruim. Recentemente, com a informações de mortes por febre amarela, rapidinho o brasileiro correu para um posto de saúde e se vacinar, mesmo sendo casos isolados da doença aqui ou ali. E a Internet faz a informação confidencial, proibida, privilegiada, infiltrar que nem água na terra. Além de ser inútil tentar processar tanta informação, pode causar uma baita ansiedade. O jovem brasileiro não tem problemas com o acesso a informação. Eles vão às lan houses se utilizar do MSN Messenger, Orkut ou de jogos que lhes trarão baixíssimo valor para suas vidas.
Por outro lado, há pessoas ousando viver na Era do Conhecimento. Processar corretamente a informação, transformando-a em conhecimento. Elas não se vêem reféns do enorme volume de informações, da overdose de bits e bombardeios de imagens, dados e estímulos. Elas sabem que o mais importante não é a INFORMAÇÃO, mas o CONHECIMENTO.
No Sistema de Informação, Informação é a entrada (input) e Conhecimento é saída (output). Você é somente o processador, capaz de transformar informações em conhecimento. Se você tem uma boa capacidade de processamento, irá selecionar corretamente os melhores insumos da informação, para gerar conhecimento. Quem detém o conhecimento detém segredos impossíveis de serem doados em palestras de auto-ajuda. E não espere que eu te ajude a saber o segredo, pois o segredo do sucesso é segredo. Pague o preço necessário para ter uma boa capacidade de processamento da informação.
Durante crises organizacionais, o caminho fácil é cortar despesas, paliativamente, garantindo a sobrevivência ou retardando algum desastre eminente. O caminho difícil é investir em criatividade, inovação e aumentar a capacidade produtiva. É necessário pesquisar, saber o que as pessoas precisam e se antecipar as suas necessidades. Essa informação você adquire investindo em pesquisa e em tempo com o seu público-alvo.
No processo de melhorar como pessoa, ao invés de comprar um computador, compre bons livros. E se você leu e não entendeu, avalie sua capacidade de gerar conhecimento, porque a economia é baseada no conhecimento. Só se vende, só se compra se você tem conhecimento. E quando você tem conhecimento e criatividade, você consegue ser inovador.
O mercado descobriu a equação ”inovação = lucro”. Mas inovação só vem com investimento no conhecimento, que só vem com investimento em gente. Portanto, se inovação = lucro, gente = lucro! Quanto mais conhecimento agregado no produto ou processo produtivo, maior o lucro. O conhecimento não se compra, não se transfere, não é insumo. O conhecimento só existe na cabeça das pessoas. Então eu trago a pessoa para uma empresa e ela se torna meu único fator de lucratividade e competitividade.
Na era da informação o computador era o centro. Na era do conhecimento o ser humano é o centro. Lembra do iluminismo? Pois é igualzinho! Se você se preocupa mais com as suas máquinas, se você foca em seus produtos, não gosta de gente, comece a mudar seus paradigmas, antes que seja tarde.
Inovação é gerar valor de qualquer tipo a partir da criatividade, a partir das idéias originais. O povo brasileiro é reconhecido pela sua grande criatividade, mas apesar disso não conseguiu resolver problemas básicos como o analfabetismo. Então criatividade não resolve nada sozinho, assim como o conhecimento não resolve nada sozinho, muito menos a informação não processada corretamente. O Japão, por exemplo não é criativo, mas é inovador, porque pega a criatividade dos outros e une ao conhecimento adquirido.
Para ser criativo, basta ter alguma necessidade. Se a necessidade é comer e você não tem dinheiro, você tem a criatividade de fazer malabarismos com laranjas em esquinas para conseguir dinheiro. Para ser inovador é preciso ter acesso à informação e à educação de qualidade.
Se fosse hoje o Rei Édipo não trocaria informações com nenhuma Esfinge, só se estivesse embriagado e tendo visões. Se fosse vivo, ele teria os olhos bem abertos para com os hoaxes que de sua caixa de mensagens, não clicaria em links no Orkut. E se algum flammer espalhasse pela Rede que ele é um “mother fucker”, processaria na justiça até transformar sua vida do infeliz numa verdadeira tragédia grega.
Wesley Porfírio
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Terça-feira 12 Fevereiro 2008
Olá querido desconhecido!

Muito prazer em nos tornarmos amigos! “Amigo?” Sim, isso só vai depender da sua permissão.
Esta é a proposta da SoftHost e se você está lendo esta mensagem de inauguração do nosso blog é porque estamos quase conseguindo. A missão da SoftHost é transformar desconhecidos em amigos, amigos em clientes e clientes em parceiros. Tá explícito em nosso slogan que nós queremos que você “permita esta parceria”.
Você deve estar se perguntando “Mas que história é essa de pedir permissão… para que eu quero uma parceria com eles?” Bom, vamos começar com as formalidades (rs…): Meu nome é Wesley Porfírio, diretor comercial da SoftHost, uma empresa de 6 anos no mercado de host, servidores dedicados e agora streaming. Queremos criar uma comunicação cada vez mais ativa e eficiente, que ajude os negócios de nossos parceiros (clientes mais que especiais).
No final do Séc. XX (e isso soa como antigo, né?) Seth Godin, vice-presidente de marketing do Yahoo, escreveu o livro “Marketing de Permissão” explicando como as empresas da Nova Economia deveriam se relacionar com os seus clientes. Infelizmente, muitas empresas ainda não entenderam o recado e insistem em usar a Internet como mídia de massa, enviando spams, não pedindo a permissão das pessoas para estabelecerem um canal de comunicação, pondo um ponto final a um relacionamento antes mesmo dele começar.
Falaremos na semana que vem sobre a Era do Conhecimento. Até lá gostaria de saber quem você é e se você gostou deste espaço. A nossa intenção não é vender nada para você. Pode até ser que isso aconteça, mas por agora já ficaríamos imensamente felizes em trocar idéias contigo. Este espaço precisa de você, suas dicas, informações e contribuições. Queremos saber se você pode colaborar conosco neste sentido.
Deixe de ser um mero desconhecido e seja nosso amigo. Venha e contribua com nosso blog. Isso só vai depender da sua permissão.
Um grande abraço, do novo amigo,
Wesley Porfírio
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